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ARTIGO · GOVERNANÇA

Minerais Críticos, Geopolítica e Soberania: o Desafio Institucional Brasileiro

Argumento central: a criticidade de um mineral não é uma qualidade natural e universal. Ela depende da estrutura produtiva, das vulnerabilidades e do projeto estratégico de cada país. Portanto, o Brasil não deveria simplesmente importar listas e prioridades concebidas pelas grandes economias.

AUTOR · Ana Ribeiro Data · 10 de setembro de 2026 Assunto · Governança, Planejamento, Regulação, Transição Energética, Segurança Energética, Políticas Públicas
Minerais críticos, como urânio e terras raras

Edson Farias Mello e Claudio Scliar — Anuário do Instituto de Geociências/UFRJ, 2026.

O que é distintivo: o artigo compara os modelos dos Estados Unidos, União Europeia, China, Austrália e Brasil e transforma uma discussão aparentemente mineralógica em uma questão de desenho institucional. Sua advertência mais forte é que converter o Serviço Geológico do Brasil em operador de mineração confundiria duas funções incompatíveis: produzir inteligência pública independente e explorar comercialmente recursos.

Por que merece seu tempo: o texto oferece uma chave aplicável muito além dos minerais: recursos naturais só se convertem em poder nacional quando existem instituições capazes de produzir conhecimento, coordenar indústria, ordenar interesses e preservar autonomia decisória. É uma leitura particularmente útil para pensar — e escrever — sobre a diferença entre possuir recursos e possuir capacidade estratégica.